segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Em Qual Ato Você Quer Existir?


Fui a São Paulo no fim de semana e lembrei-me muito do tema que desenvolvi na última aula sobre desejo e vontade.
Lá, naquelas alamedas paulistanas, comecei a perguntar-me quantas pessoas saberiam discernir sobre a diferença entre uma e outra. 
Pensei se saberiam responder com segurança – “O que as leva a agir? A vontade ou o desejo?”
No sábado caminhava pela Alameda Lorena, quando percebi na esquina a loja da Bauducco, que na hora lembrou-me panetones e cafés...  A visão me despertou um desejo.


Este desejo de inspiração ítalo-paulistano se tornou algo potente e concreto: sentar-me para apreciar um café com panetone. 
Este querer apossou-se de mim... Mas em meu modo de pensar ele não era suficiente para que eu o realizasse. Era necessário, antes de qualquer coisa, elege-lo como dominante para que eu fizesse a passagem ao ato.
O desejo de comer e a vontade de realiza-lo deveriam se unir. 
O desejo de panetones repentinos e o desejo de manter o peso é uma antiga história em mim e sei que em muitas pessoas também.
Havia diante daquela esquina duas motivações contraditórias: comer panetone e guardar a linha.
 Em nossas vidas muitas contradições se apresentam...
Comprar uma bolsa e guardar o saldo bancário... Beijar alguém que você tenha se sentido atraído e preservar a fidelidade... Beber e manter-se fiel a decisão de manter-se longe da bebida... Dormir mais ou levantar para a ginástica...


A vontade difere do desejo.
Uma coisa é o desejo de beijar, outra é a vontade de realizar este desejo.
Qual parte vence esta batalha interna?
Esperar que o desejo desapareça? Melhor talvez seja saber que somos seres do desejo, mas que também somos seres da força da vontade.
Tudo pode passar como uma luta de boxe interior... Quem vence o combate?  Depende.
Como diz o pensador romano Ovídio – "As vezes eu vejo o bem, eu o aprovo e no entanto eu realizo o mal". Isto reflete um problema que é definido como fraqueza de vontade, uma acrasia.
Muitas vezes nos defrontamos com este dilema. 
Quem vence em você? 
A força do desejo ou a força da vontade?

Qual a melhor coisa a fazer? Dependerá de suas ponderações.
A força do desejo de fumar ou a força da vontade de não realiza-lo.
O que fiz naquele momento?
Refleti em silêncio enquanto o sinal verde para eu atravessar não abria.
Fiz uma negociação comigo. O meu desejo de abster-me da parada “panetonesca” partia da ideia de preferir deixar um crédito calórico para o jantar que teria naquele mesmo dia. Sabia também que ceder é me tornar mais vulnerável e mais frágil diante dos seguimentos de outros desejos.
Segundo Nietzsche, construir uma narrativa contínua em nossa existência é o que se denomina plano de vida.
Podemos derrapar diante dos estímulos que despertam em nós os desejos... Mas através dos planos pessoais de vida, saberemos depois por onde retomar.
 Os planos são os nossos “GPS Mentais” orientadores de nossos passos.
Alguns desejos são inimigos de nossos planos de vida.
Algumas vezes vale a pena usar a força de vontade para deixar determinados desejos de lado.
O “GPS Mental” se expressa com a sua voz lúcida que diz; “Epa... virar o olhar a primeira esquerda”.
Foi o que fiz quando a loja estava bem a minha direita!
Conforme afirmou Lacan:
“É no ato que você existe”.
Então... Em qual ato você quer com inteligência existir?



domingo, 17 de agosto de 2014

Mova-se

"A superioridade humana em relação a todas as outras formas de vida, reside na nossa capacidade de nos movermos através da plasticidade psicológica na direção dos pensamentos e sentimentos que desejamos.
Saber Ser é sobretudo saber as possibilidades do nosso ser."
Manoel Thomaz Carneiro

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Bom para o quê?

Uma particularidade que percebi nos franceses, através das minhas observações ao longo das temporadas de três meses que passo em Paris, é que eles buscam o saber ser, através das reflexões que tenham de algum modo, uma base racional. Se obtiverem lógica nas ideias, o caminho do pensamento tomado é acolhido com entusiasmo.
Nos jantares entre amigos, sempre me lançam algumas perguntas sobre o Ser... E, como gosto de divagar, aceito quase sempre o convite a falar e colocar em pauta alguma reflexão.
No último jantar que tive em Paris, nesta minha temporada de julho, um amigo me fez duas perguntas: “Podemos saber totalmente quem somos? Conhecer a si é mesmo uma necessidade fundamental?”.
Se olharmos ao longo da história da humanidade, iremos constatar a imensa presença de pensadores e com isto, chegaremos a conclusão que obter respostas clarificadoras sobre si mesmo é uma busca universal e fundamental à vida.
Gostamos de desvendar enigmas. 
Gostamos de mistérios desvendados.
 Afinal... Quem realmente somos?
Somos, antes de tudo, peças de um mosaico que compõem o nosso ser.
Somos uma estrutura complexa e mutante que perfaz impossível o conhecimento total sobre si.
Se conhecer absolutamente é uma ilusão.
No entanto, um bom começo para “se saber” está em realizar e aceitar a diversidade e a disparidade de nosso ser.
O que Jung chamava de “Processo de Individuação” significa tomar o saber progressivo sobre a nossa diversidade interior... Somos individualmente múltiplos e contraditórios.
Sentimos ao longo da vida que podemos uma coisa; podemos outra, queremos uma coisa; queremos outra... Mas apesar desta ambiguidade, podemos organizar um pessoal funcionamento na vida e através dele, nos mobilizarmos para permanecermos nos caminhos escolhidos.
Cada pessoa dispõe de uma energia única.
Saber Ser envolve dialogar com as próprias forças subterrâneas, para conquistar uma iniciativa de vida através da potência pessoal.
A sua força reside na sua habilidade verdadeira.
Onde está a sua?
A minha está em fazer da minha nata tendência a reflexão, o meu destino prático e profissional.
Adoro pensar.
Existe uma frase do romancista e dramaturgo irlandês Samuel Beckett que diz “Bom... apenas para isso”.
Ela exprime o que? Ela justifica o que você faz, se o que você faz representa a sua habilidade.  Esta frase de Beckett, fala também sobre uma certeza... A certeza de descobrir entre tudo o seu positivo.
Você é boa nisso, ele é bom naquilo e ela naquilo outro... O seu bom não é o meu dom. A sua facilidade, não é a minha.
Qual é a sua habilidade? Quais habilidades habitam o seu ser?
Se você sabe responder a estas questões, você descobriu então, o essencial do seu ser.
Respondo dessa maneira ao meu amigo francês Patrick e digo que ele é muito bom de cozinha, pois estávamos na degustação de uma entrada constituída de uma sopa fria de cenoura, manga com limão e uma pitada de açúcar... A receita dele era uma viagem... Estávamos também imersos em deliciosas reflexões... Ele é também bom de conversa. A filha dele é ótima percussionista, a mulher excelente apaziguadora de conflitos e lá, naquela noite, conheci uma japonesa que se chama Saiaká que era um requinte na indagação e por isso uma ótima jornalista.
Eu, finalmente, respondo a Beckett “Minha vocação é pensar sobre o ser”.
E você?
Ao invés de ficar se sentindo inferior, olhando o melhor do outro, busque localizar o seu melhor.
Quais são suas habilidades para o cotidiano?
Parodiando Beckett: Você é bom para que?


domingo, 3 de agosto de 2014

A Complexidade de Estar

Uma amiga, nesta minha última estada em Paris, me disse que carrega uma grande culpa porque muitas vezes se sente distante das conversas, dos jantares e do lugar onde está. Falou-me que queria se sentir mais inteira, mais presente nas situações em que vive.
Lógico que devido a minha profissão, tomei este desabafo como um pedido de solução.
Isto me levou a pensar no quanto é difícil para os humanos estar plenamente presentes.
Somos, na verdade, seres habitados de passados que nos tomam e de inquietudes com o futuro que nos retiram às vezes totalmente do momento. Somos também seres permeados de sonhos e de desejos, que nos fazem divagar em paralelo aos instantes nos quais vivemos. 
Vivemos um aqui no acolá de nossos devaneios...
Somos três partes em uma só pessoa. Devido a esta condição, temos sim dificuldade de estarmos inteiros no instante diante de nós.
Mas como afirmam os filósofos, esta é uma particularidade de nossa espécie e de certa forma pode ser nosso grande talento.
Esta característica nos faz ser tanto concernidos pelo que se passa diante de nós, quanto pelo que já passou e também pelo que poderia acontecer. 
O passado e o futuro vivem em nós no mesmo instante em que os momentos presentes se sucedem.
Quem já não sentiu isso ao assistir um filme, em que algo incita a visita a um passado, que nos transporta a tempos e movimentos distantes, fora, mas presente em nosso interior... A mente humana passeia sem sair do corpo e nos leva às viagens dos pensamentos.
A letra de uma música, a frase de um amigo numa conversa e a familiaridade de um rosto passante podem ser acionadores de um devaneio e pela imaginação e memória saltamos o hoje e ultrapassamos geografias. Saltamos a imposição do momento e vivemos num só tempo diversos sentimentos e acontecimentos.
Outro dia fui tomado pela luz da manhã que incidia na orla de Copacabana, cristalina e leve ela me evocou a minha infância, os meus seis anos de idade vivenciados ali no mesmo local. Lá, naquele outrora de hoje, permaneci num diálogo com aquela época que me fez silenciar com aquele agora. De súbito como num salto ornamental me arremessei à hipótese de como seria os meus oitenta anos... Do presente para o passado e para o futuro...
Onde eu estava?
Em vários tempos, em vários pensamentos e em vários sentimentos, mas estava num só ponto: estava em mim mesmo.
Isso, em mim mesmo...
Se examinarmos de perto as situações onde parecemos intensamente presentes, como no prazer sensual, como diante da emoção estética ou mesmo na prática de uma atividade física, podemos perceber que esta presença envolve uma forma de ausência.
A felicidade é uma forma de ausência também, de estarmos numa levitação de si, suspensos pela sensação de incorporeidade na materialidade do corpo que somos. É também uma saída...
A beleza de algo, de alguém nos retira do momento.
Você já percebeu isso em você?
Somos mais complexos do que gostaríamos ser ou do que nos falam que deveríamos ser.
Somos mais intranquilos e mais móveis do que pregam...
Portanto, ao invés desta minha amiga se sentir culpada, ou mesmo de eu ou você nos sentirmos também, podemos estar na plena presença do que somos e na plena consciência de como somos.
Sem medo de nos alimentarmos da própria complexidade.
Por quê?
Porque a aceitação desta nossa natureza faz você plenamente presente.
Onde?
Presente na sua condição humana.
Esteja inteira na sua complexidade, para que saiba habitar os três tempos internos e que com isso possa dialogar com o diante de si.
Uma pessoa mais inteira nos mundos que são seus.
Isso é SABER SER.
Escrevi esta crônica em três tempos: no ontem da fala de minha amiga; no hoje da elaboração deste texto e no amanhã ao imaginar todos que a lerão...
Quantos momentos num só. Quantos tempos... Quantas vidas em mim.
Quantas vidas em você...
Complexo?... Mas somos mesmo mistérios.
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Lembramos que inicia esta semana o Curso Saber Ser
Agosto e Setembro de 2014
Prof. Manoel Thomaz Carneiro

Início das turmas:
Turma de 3ª feira (14:30 h às 16:30 h):
início dia 05 de agosto e término dia 23 de setembro

Turma de 4ª feira (14:30 h às 16:30 h):
início dia 06 de agosto e término dia 24 de setembro

Turma de 4ª feira (19:30 h às 21:10 h):
início dia 06 de agosto e término dia 24 de setembro

Local: Centro de Eventos do Ed. Leblon Corporate 
R. Dias Ferreira, 190 – Leblon - Rio de Janeiro.

Informações e reservas: (21) 99983-5751 (ILANA)

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Saber Ser o Duplo Eu

Saber Ser o Duplo Eu

Você sabia que você carrega dentro de si uma pessoa que o acompanha todos os dias de sua vida?
Você sabia que esta pessoa em Si é o seu Duplo Eu?
Você sabia que este seu Duplo só se alimenta do que você propicia a ele?
Ele não se alimenta do que as pessoas fazem para você. Ele só se alimenta do que você faz por você mesmo.
Você sabe que é este seu Duplo que propicia a sensação interna de aproveitar a vida?
Você sabe tudo que este seu duplo interno pode oferecer?
Você sabe o que de fato esta identidade interna precisa para viver? 
Quem desconhece saber ser, 
anda às cegas e acaba pisando nos corações.

Curso Saber Ser 
Agosto e Setembro de 2014
Prof. Manoel Thomaz Carneiro

Início:
Turma de 3ª feira (14:30 h às 16:30 h):
início dia 05 de agosto e término dia 23 de setembro

Turma de 4ª feira (14:30 h às 16:30 h):
início dia 06 de agosto e término dia 24 de setembro

Turma de 4ª feira (19:30 h às 21:10 h):
início dia 06 de agosto e término dia 24 de setembro

Local: Centro de Eventos do Ed. Leblon Corporate 
R. Dias Ferreira, 190 – Leblon - Rio de Janeiro.

Informações e reservas: (21) 99983-5751 (ILANA)

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Férias de Julho

Lembramos a todos que em julho estaremos de férias e retornaremos com as três turmas: terças à tarde (das 14:30h às 16:30h), quartas à tarde (das 14:30h às 16:30h) e à noite (das 19:30h às 21:10h), nos dias 05 e 06 de agosto com o Curso Saber Ser. Até a volta!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

É ASSIM QUE VOCÊ CAMINHA?


É assim que você caminha?
A culpa faz essa bagagem pesada?
Seu ego gasta um combustível exasperador! 
Negociar para abrir espaço para o ar entrar.
O ego sai do sufoco... 
Uma boa dica para a semana.
Faça de modo que depois você possa se orgulhar da maneira que viveu... Consigo...

terça-feira, 13 de maio de 2014

Jornal Alef New - Sucesso total: Grupo Gal Or, da Wizo-Rio, promove bate-papo com Manoel Thomaz Carneiro

Fonte: Alef News
http://www.alefnews.com.br/Wizo_x.htm 


Um palestrante de sucesso, um tema de interesse de toda mulher moderna, o empenho, o otimismo e o idealismo de um grupo de ativistas e o carinho de convidadas. Com esses ingredientes, é claro que o resultado não poderia ser outro: sucesso total do Grupo Gal Or em seu evento de 03 de abril, o bate-papo com Manoel Thomaz Carneiro!
De modo alegre e dinâmico, temas como autoestima, mágoa, luto interior e fé, foram brilhantemente abordados pelo convidado agradando todas as presentes. Um momento especial aconteceu quando Manoel elogiou o trabalho voluntário e, em especial, o da Wizo, por transformar a vida de cada uma em uma existência plena, também voltada aos interesses e problemáticas de seus semelhantes. Uma noite rica em todos os aspectos: rica em união de propósitos, em alegria e companheirismo, em estímulos a atividades transformadoras e, acima de tudo, em otimismo. Uma noite Wizo, com certeza!

Mais de cem convidadas prestigiaram o bate-papo
com Manoel Thomaz Carneiro, que abordou
temas de interesse de todas as mulheres atuais

Lucia Balassiano, presidente da Wizo-Rio, 
 ladeada por Evelyn Bejgel, presidente do
 Grupo Gal Or, por Manoel Thomaz Carneiro e
 Suzanne Danon Cusnir, vice-presidente da Wizo-Rio


O trabalho da Wizo recebeu o carinho do convidado.
 Grupo Gal Or: exemplo de amizade, comprometimento
 e responsabilidade em noite especial


Alegria e confraternização: o carinho em receber
 cada uma das presentes, na “casa Wizo”






segunda-feira, 10 de março de 2014

O Inconsciente de Vallotton


Uma parte de você a exclui do seu momento de vida?
Você nunca está inteira na vida que você construiu?
Você tem um olhar como na obra de Vallotton preso aos seus ontens?

Novo curso do prof. Manoel Thomaz Carneiro que inicia esta semana.

"Resolver e Viver - Constituir um Psi em Si"

Turma de 3ª feira (14:30 h às 16:30 h):
início dia 11 de março e término dia 29 de abril

Turma de 4ª feira (14:30 h às 16:30 h):
início dia 12 de março e término dia 30 de abril

Turma de 4ª feira (19:30 h às 21:10 h):
início dia 12 de março e término dia 30 de abril

Local:
Centro de Eventos do Ed. Leblon Corporate - R. Dias Ferreira, 190 Leblon.

Informações e reservas: ( 21 ) 99983-5751 ( ILANA )

Imagem: "La Loge de théâtre, le monsieur et la dame" (1909) - Vallotton

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Resolver e Viver - Constituir um Psi em Si

Novo ano – Tema renovado – A mais recente abordagem sobre o nosso mundo cognitivo.

Resolver e Viver
Constituir um Psi em Si

Podemos sim agir sobre nosso modo de ser e pensar sobre si.
Foi criada a Primeira Universidade dos Pacientes. O que significa? O princípio de uma grande revolução...
O paciente se tornou impaciente para os longos e passivos desconhecimentos sobre o funcionamento da vida psicológica e se impôs ativo na busca de melhor viver as próprias condições.
Neste curso que inicia agora em março, desenvolvo as últimas visões sobre se tornar um bom impaciente na busca da construção de um psi internalizado.

Turma de 3ª feira (14:30 h às 16:30 h):
início dia 11 de março e término dia 29 de abril

Turma de 4ª feira (14:30 h às 16:30 h):
início dia 12 de março e término dia 30 de abril

Turma de 4ª feira (19:30 h às 21:10 h):
início dia 12 de março e término dia 30 de abril

Local:
Centro de Eventos do Ed. Leblon Corporate - R. Dias Ferreira, 190 Leblon.

Informações e reservas: ( 21 ) 99983-5751 ( ILANA )
email: grupodeestudospensar@gmail.com
Pedimos a gentileza de confirmar a reserva especificando a turma desejada.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Reapresentação do Programa Marcia Peltier Entrevista

Reveja a trajetória de sucesso do profissional que vem  lotando toda semana um espaço no bairro do Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, falando sobre felicidade, perdas e frustrações. Chegou a ser a reportagem de capa da revista Veja Rio, ano passado. Mas o que leva as pessoas a buscarem respostas para suas questões emocionais neste mundo contemporâneo, tão veloz e conectado?
É o que você vai ver no programa Marcia Peltier Entrevista da próxima terça-feira, 21 de janeiro, que reprisa a conversa com o psicanalista, professor e escritor Manoel Thomaz Carneiro. Ele criou o grupo de estudos Pensar e lançou o livro “Pense Bem’’. O programa vai ao ar às 23 h pela Rede CNT canal 9 da TV aberta ou 22 da NET.

Foto: Verônica Pontes

sábado, 4 de janeiro de 2014

Uma das melhores entrevistas do ano de 2013 do Sem Censura

A entrevista do prof. Manoel Thomaz Carneiro foi eleita pela produção do programa Sem Censura como uma das melhores do ano de 2013 e foi reprisada como tal no dia 01 de janeiro de 2014. Sendo assim, dispomos o link do programa que foi realizado no dia 26 de junho para quem ainda não assistiu, bastando clicar no endereço abaixo:

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Boas Festas

De Paris desejo um Natal em que o presépio seja pessoal e traga o renascimento dos bons desejos e que 2014 seja o espaço para se realizar a expansão de si. Com gratidão a todos aqueles que passaram pela minha vida em 2013 e que contribuíram para eu considerar este um ano que valeu a pena ser vivido... Com um beijo a todos.
Manoel

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Link do Programa Alternativa Saúde


Para quem não assistiu, aqui está o link do Programa Alternativa Saúde do dia 03/12/13 com a participação do Prof. Manoel Thomaz Carneiro. Clique no endereço abaixo para abrir a página do programa.




domingo, 1 de dezembro de 2013

Participação no Programa Alternativa Saúde - GNT

O professor Manoel Thomaz Carneiro participará do programa Alternativa Saúde com Patrícya Travassos na próxima terça-feira, dia 03/12/2013, abordando sobre o luto da dor. O programa vai ao ar no canal GNT da TV paga às 22 h. Não percam!

 Alternativa Saúde (Bem Estar) Ep Alegria

Neste programa, vamos conhecer as histórias de duas pessoas que superaram grandes obstáculos na vida: a jornalista Luciana e o paratleta Yagonny. O especialista Manoel Thomaz Carneiro é psicanalista e fala sobre o luto da dor.

Horários alternativos:
QUA 12:00 h
QUA 16:30 h
SEX 18:00 h
DOM 06:00 h
TER 19:30 h

Viver no Direito ou no Avesso


Leiam a crônica do prof. Manoel Thomaz Carneiro escrita exclusivamente para o blog 40forever em:


http://www.40forever.com.br/viver-no-direito-ou-no-avesso-por-manoel-thomaz-carneiro/

domingo, 17 de novembro de 2013

Talk of the Town - Livro Pense Bem

C O N V I T E

O Talk of the Town convida para debate em inglês sobre o livro "Pense Bem - Ideias para Reinventar a Vida", do professor Manoel Thomaz Carneiro.
O debate será realizado por Alda Correa da Costa sem a presença do professor Manoel Thomaz Carneiro que estará em viagem.

Datas: quarta-feira, 4 de dezembro, às 14:30h ou quinta-feira, 12 de dezembro, às 16:30h
Local: Talk of the Town - Rua Visconde de Pirajá, 351 sala 1002 - Ed. Forum Ipanema.
Os debates são gratuitos, para pessoas com nível de inglês intermediário ou avançado.
Confirme sua presença na data desejada por telefone:
2227-4067/ 98879-7689 
ou email: contato@talkofthetown.com.br 
As vagas são limitadas.

domingo, 10 de novembro de 2013

Novembro Chegou? É Tempo de Acelerar.

Durante a semana o meu celular resolveu aos poucos começar a desistir de ser carregado, semelhante a uma depressão, se desmotivou a existir.
Só via com desespero o marcador da bateria diminuir pouco a pouco, pois atualmente só recebo chamadas nele. Quem deixasse uma mensagem iria pensar que o meu silêncio na resposta poderia ser um descaso.
Sendo assim no sábado fui ao Shopping Leblon tratar logo de substituí-lo.
Cheguei à loja, e a senha que peguei me trouxe uma boa surpresa, eu seria o segundo a ser atendido. Havia uma mulher com o número anterior ao meu, que me olhou e um pouco acelerada me perguntou: “Você nesta época do ano não fica mais atordoado?” e, sem esperar a minha resposta, continuou: “Eu fico doida quando o mês de dezembro se aproxima, perco qualquer senso de tranquilidade e começo a fazer mil coisas. Às vezes acho que o meu filho tem razão quando me diz que eu pareço mesmo é com um celular com muitas funções”. Assim ela concluiu a auto definição e eu pensei em silêncio no meu celular quase em coma, tão pouco dinâmico.
Sem mesmo saber quem eu era, me lançou a pergunta metafísica; “Será que tem a ver com a conjunção do céu de novembro com o de dezembro?”.
Respondi: Claudia Lisboa poderia nos responder como faz ao final de cada previsão do horóscopo: "É tempo de acalmar ou É tempo de acelerar".
Resolvi tomar a palavra e finalmente explicar para ela o que pensava a respeito através do enfoque psicológico, que afirma que ao final do ano nossa mente quase que de modo espontâneo nos impõe o movimento de busca em zerar pendências.
Começamos a partir desse instinto de balanço dos feitos e dos não feitos, a sentir uma ansiedade em relação às coisas que deixamos para depois: a pintura da varanda; a bainha de uma calça; o dentista; o exame clínico que nunca é realizado mesmo já tendo o pedido em mãos; a nova forração de uma cúpula; a lavagem dos tapetes; o arranhão na lateral do carro; a dieta; o início de uma atividade física; a visita a alguém; a conversa séria com a mulher; a conversa com a nora sobre indelicadezas recorrentes; a leitura de um livro que está na cabeceira; o término de um namoro; a renovação do visto americano e sem esquecer a renovação da carteira de motorista... Viu, são muitas coisas, não é?
Ela me olhou e me disse: “Nossa! Sou esta pessoa”.
Eu a respondi as gargalhadas: “Muito prazer, Senhora Desespero”.
Finalmente foi chamada. Tinha chegado o momento de ticar mais um item, ou quem sabe nada seria feito.
Comecei enquanto aguardava a minha vez, a pensar nas coisas que gostaria de resolver antes do final do ano. Ao final de um tempo ela levantou e me disse com um sorriso largo: “Consegui ticar mais um item da lista. A Senhora Desespero vai continuar! Boa sorte para você!”.
Rimos com a cumplicidade de sabermos que iríamos continuar em nossa humanidade apressada de fim de ano.
Lembrei enquanto eu já estava diante do eficaz atendente, sobre o que havia lido no Caderno Ela do jornal O Globo daquela manhã, onde um artista plástico dizia estar inaugurando uma exposição em homenagem “A Capacidade Feminina”. Declarou que achava que elas dão conta de tudo e que parecem ter vários braços. Pensei quando li – Realmente elas possuem vários braços, várias versões delas mesmas e muitas vezes, várias culpas que funcionam como baterias que as movem de uma atividade para outra, de um compromisso para outro, de novembros a dezembros. Ufa!
Pensei também nos homens que funcionam com várias pernas como se fossem IPHONES ou GALAXYS, multifuncionais, também muitas vezes movidos pela culpa.
Ao sair da loja com o celular substituído, resolvi dar uma volta e ao olhar para o alto vi que até o Papai Noel já chegava pelo céu do Shopping.
Com este trânsito atual no Rio de Janeiro, ele quem sabe se disse como no horóscopo de Cláudia Lisboa: É tempo de acelerar...
Vamos em frente com o trenó do Papai Noel...
Afinal, queremos entrar no próximo ano podendo de alguma forma dizer:
Ano Novo! Lista Nova!
Novembro chegou! Quem sabe possamos realmente dizer: É Tempo de Acelerar!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ideologias? Quero várias para viver


Outro dia quando me aproximei do Copacabana Palace, ouvi os gritos de jovens, que tentavam mobilizar o cantor canadense Justin Bieber a aparecer na sacada do hotel e quando finalmente ele surgiu fiquei até arrepiado com o imenso grau de euforia do público.
Fiquei tão tocado com a vibração que comecei a me investigar para saber o porquê deste meu envolvimento com algo que não passava pelas minhas preferências. De súbito voltei aos meus exatos cinco anos, quando sentado nos ombros do meu pai, diante da mesma sacada vi a atriz francesa Brigitte Bardot.
A memória do delírio de todos e dos fotógrafos permaneceu intacta em mim e a partir dali, herdei do meu pai o ídolo Bardot. Passei muitos e muitos anos guardando revistas e ainda guardo os livros que reúnem coletânea de fotos e os dois volumes da corajosa autobiografia, onde fala com verdade sobre a bipolaridade e o problema com o álcool que precipitou a perda do viço que nela fluía com tanta sensualidade.
Enquanto finalizava o percurso da corrida para entrar na minha rua praticamente ao lado do Copa, um surfista na bicicleta disse alto em minha direção: “Nossa que histeria, já não basta ver o show?”. Sorri sem dizer que eu estava naquela hora imerso em minha histeria de outrora, mais precisamente no ano de 1964.
Ali, naquele instante, me inspirei no tema desta crônica ao pensar que nos construímos através das referências que definem nossas preferências e, portanto nossas identificações. 
Nossas identidades se firmam através das introjeções que fazemos das ideias e dos comportamentos na maioria das vezes ocorridas de modo inconsciente. Herdamos a cultura de nossa época que se expressa através da nossa forma de falar, de vestir e de refletir a vida.
Ninguém fala do mesmo modo que no século 19 e nem tampouco reflete as situações com os mesmos padrões morais e psicológicos daquela época. 
Somos frutos das sementes contidas nas frutas ideológicas que ingerimos.
Como afirma o psicanalista Jorge Forbes “Nascemos desbussolados”, e somos norteados ao longo da vida através da assimilação vertical que realizamos sobre aqueles que consideramos superiores ou que elegemos como referência em algo.
“O sujeito humano se constitui por meio de outros sujeitos humanos”: esta é uma noção fundamental para a qual Freud atraiu a atenção. A respeito disso a psicanalista Elisa Cintra afirma que esse processo se realiza “Não apenas no momento do surgimento, mas ao longo de toda a vida a pessoa se constrói e se reconstrói, ou se destrói e se fragmenta, a partir das inúmeras influências que recebe dos outros, que vão sendo metabolizadas e assimiladas ou que, por outro lado, podem constituir um eu”.
As comunidades tribais, ancestrais em milênios a esta ideia freudiana, intuitivamente já elegiam os totens que se tornavam as referências quantos aos modos de ser e de pensar e que, portanto deveriam ser assimilados para a formação identitária do eu individual. Nas mitologias grega encontramos as narrativas épicas que eram formas indutoras de reflexão aos modos de se constituir como pessoa para a trajetória existencial...
Pensamos no “Si Mesmo” através das narrativas... A pergunta tão comum quando somos pequenos “O que você vai ser quando crescer?” já reflete esta indução para se olhar um Outro posicionado numa hierarquia superior para ser percebido como uma referência para a construção do Ser do futuro.
Fui assistir o musical biográfico “Cazuza - Pro dia nascer feliz.”, dirigido por João Fonseca, do mesmo de Tim Maia, que é emocionante.
Tive muitas identificações em relação ao meu modo de ser no que tange a vontade de criar e expressar palavras para se pensar e denunciar as inglórias da vida não refletida...
Tem uma música do Cazuza que fez muito sucesso, intitulada Ideologia em que diz “Meus inimigos estão no poder... Ideologia... Eu quero uma para viver...”. 
De fato o mundo perdeu as grandes verticalidades de ideias, os ídolos são efêmeros na existência, os pensamentos se esparramaram nos excessos. Tudo no muito se enfraqueceu e as pessoas estão perdidas sem grandes narrativas para se balizarem nas autodefinições. 
Para se definir como identidade precisa se saber mais e se projetar com bussolas precisas. Se o mundo está diluído e enfraquecido nas ideologias, uma pessoa pode fazer uma contracorrente e começar a prestar atenção nas premissas adotadas, nas referências eleitas. Há que se tornar mais responsável em observar a qualidade do que elege como positivo e formador de si.
Sócrates, o filosofo grego, às vezes andava pelas ruas de Atenas onde havia o comércio e os vendedores chegavam à porta e perguntavam-no: “O senhor deseja alguma coisa?” e ele os respondia: “ Não, estou apenas observando quanta coisa existe de que eu não preciso para ser feliz”. Esta passagem ritualística da vida dele foi chamada de Passeio Socrático.
Esse passeio filosófico também deve ser realizado para avaliar quais premissas foram oferecidas e quais delas você as adotou, às vezes sem mesmo perceber este movimento, mas que estão sendo negativas na sua formação de habilidades para você viver bem.
Enquanto estamos vivos a nossa presença no mundo é fundamental e conforme afirma o filósofo algeriano que viveu grande parte da vida em Paris, Albert Camus, “Temos que aproveitar o mundo de maneira que sejamos felizes”. 
Para vivermos esta filosofia de Camus, temos que construir alicerces de pensamentos que nos formem e forneçam aptidões e habilidades para se viver com boas destinações o destino que se apresenta.
Tenho uma cartografia psicológica que constitui o meu modo de ser e portanto é essência das minhas reflexões para que eu sob o efeito delas “EXISTA”, pois mais do que sobreviver o meu enfoque é a condição de existir bem enquanto permanência.
Para eu hoje em dia gritar como fã diante da sacada do Copacabana Palace, teria que estar nela alguns pensadores, alguns atores, algumas pessoas que de um modo significante souberam se conduzir ou souberam pensar a existência e que deixaram para nós um legado de pensamentos que me fornecem “Uma Ideologia Para Eu Viver”. Dentre tantos me faço fã de:
- Nietzsche em “Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares durante muito tempo para um abismo, o abismo, olha para dentro de ti”. 
- Freud com a norteadora ideia que temos que desenvolver a capacidade de se sustentar em nossas opções.
- Lacan ao sinalizar que a transformação sempre ocorre quando assimilamos as ideias de um Sujeito Suposto Saber e através desse processo psíquico nos perfazemos no Saber Sabido, Sabedor em Ser.
Seria também fã da sacada do Copa de:
- Clarice Lispector em “Ao acordar vou correndo limpar a poeira da palavra amor.”.
- De minha mãe Virginia com afirmação que “Todo dia é dia de começar e Recomeçar – Nunca é cedo! Nunca é tarde para se estabelecer o pacto com a renovação.”.
- De meu pai Paulo com a orientação: “Meu filho, o mundo é um enorme varejo de tudo. Busque pesquisar a felicidade em todas as formas”.
- Da ideia de que não devemos estar em dois lugares ao mesmo tempo. Ser dividido é ser fracionado e, portanto enfraquecido.
- Também aplaudiria a ideia que devemos perdoar o destino para que possamos caminhar livres do peso dos ressentimentos e com isso possamos nos adentrar nos futuros com a alma sem excesso de peso.
Se Cazuza também surgisse no balcão eu também aplaudiria, como aplaudi muito o ator Emílio Dantas que o personifica de modo impressionante no musical... Pois precisamos de Ideologias para se Viver Bem...
Afinal, você ampara os seus sentimentos em quais ideologias?
Cuidado, algumas são assassinas e destroem.
Seja dono de seus atos, seja dono de si e tenha propriedades sobre os conteúdos dos pensamentos que norteiam suas respostas às situações.
Seja um Bom Bussolado.
Como disse Sartre. “Não importa o que os outros fazem da gente. Mas o que a gente faz do que os outros fazem da gente”.
Ideias boas nos fortalecem nos fazem protegidos contra as roeduras...
Perfazem psiquismos sólidos como madeiras que cupim não rói.
Ouça, no link abaixo, a marchinha que recebi de uma amiga e postei para fechar esta crônica. Certamente ela fez parte dos bailes de carnaval do Copa...

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