segunda-feira, 30 de junho de 2014

Férias de Julho

Lembramos a todos que em julho estaremos de férias e retornaremos com as três turmas: terças à tarde (das 14:30h às 16:30h), quartas à tarde (das 14:30h às 16:30h) e à noite (das 19:30h às 21:10h), nos dias 05 e 06 de agosto com o Curso Saber Ser. Até a volta!

segunda-feira, 2 de junho de 2014

É ASSIM QUE VOCÊ CAMINHA?


É assim que você caminha?
A culpa faz essa bagagem pesada?
Seu ego gasta um combustível exasperador! 
Negociar para abrir espaço para o ar entrar.
O ego sai do sufoco... 
Uma boa dica para a semana.
Faça de modo que depois você possa se orgulhar da maneira que viveu... Consigo...

terça-feira, 13 de maio de 2014

Jornal Alef New - Sucesso total: Grupo Gal Or, da Wizo-Rio, promove bate-papo com Manoel Thomaz Carneiro

Fonte: Alef News
http://www.alefnews.com.br/Wizo_x.htm 


Um palestrante de sucesso, um tema de interesse de toda mulher moderna, o empenho, o otimismo e o idealismo de um grupo de ativistas e o carinho de convidadas. Com esses ingredientes, é claro que o resultado não poderia ser outro: sucesso total do Grupo Gal Or em seu evento de 03 de abril, o bate-papo com Manoel Thomaz Carneiro!
De modo alegre e dinâmico, temas como autoestima, mágoa, luto interior e fé, foram brilhantemente abordados pelo convidado agradando todas as presentes. Um momento especial aconteceu quando Manoel elogiou o trabalho voluntário e, em especial, o da Wizo, por transformar a vida de cada uma em uma existência plena, também voltada aos interesses e problemáticas de seus semelhantes. Uma noite rica em todos os aspectos: rica em união de propósitos, em alegria e companheirismo, em estímulos a atividades transformadoras e, acima de tudo, em otimismo. Uma noite Wizo, com certeza!

Mais de cem convidadas prestigiaram o bate-papo
com Manoel Thomaz Carneiro, que abordou
temas de interesse de todas as mulheres atuais

Lucia Balassiano, presidente da Wizo-Rio, 
 ladeada por Evelyn Bejgel, presidente do
 Grupo Gal Or, por Manoel Thomaz Carneiro e
 Suzanne Danon Cusnir, vice-presidente da Wizo-Rio


O trabalho da Wizo recebeu o carinho do convidado.
 Grupo Gal Or: exemplo de amizade, comprometimento
 e responsabilidade em noite especial


Alegria e confraternização: o carinho em receber
 cada uma das presentes, na “casa Wizo”






segunda-feira, 10 de março de 2014

O Inconsciente de Vallotton


Uma parte de você a exclui do seu momento de vida?
Você nunca está inteira na vida que você construiu?
Você tem um olhar como na obra de Vallotton preso aos seus ontens?

Novo curso do prof. Manoel Thomaz Carneiro que inicia esta semana.

"Resolver e Viver - Constituir um Psi em Si"

Turma de 3ª feira (14:30 h às 16:30 h):
início dia 11 de março e término dia 29 de abril

Turma de 4ª feira (14:30 h às 16:30 h):
início dia 12 de março e término dia 30 de abril

Turma de 4ª feira (19:30 h às 21:10 h):
início dia 12 de março e término dia 30 de abril

Local:
Centro de Eventos do Ed. Leblon Corporate - R. Dias Ferreira, 190 Leblon.

Informações e reservas: ( 21 ) 99983-5751 ( ILANA )

Imagem: "La Loge de théâtre, le monsieur et la dame" (1909) - Vallotton

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Resolver e Viver - Constituir um Psi em Si

Novo ano – Tema renovado – A mais recente abordagem sobre o nosso mundo cognitivo.

Resolver e Viver
Constituir um Psi em Si

Podemos sim agir sobre nosso modo de ser e pensar sobre si.
Foi criada a Primeira Universidade dos Pacientes. O que significa? O princípio de uma grande revolução...
O paciente se tornou impaciente para os longos e passivos desconhecimentos sobre o funcionamento da vida psicológica e se impôs ativo na busca de melhor viver as próprias condições.
Neste curso que inicia agora em março, desenvolvo as últimas visões sobre se tornar um bom impaciente na busca da construção de um psi internalizado.

Turma de 3ª feira (14:30 h às 16:30 h):
início dia 11 de março e término dia 29 de abril

Turma de 4ª feira (14:30 h às 16:30 h):
início dia 12 de março e término dia 30 de abril

Turma de 4ª feira (19:30 h às 21:10 h):
início dia 12 de março e término dia 30 de abril

Local:
Centro de Eventos do Ed. Leblon Corporate - R. Dias Ferreira, 190 Leblon.

Informações e reservas: ( 21 ) 99983-5751 ( ILANA )
email: grupodeestudospensar@gmail.com
Pedimos a gentileza de confirmar a reserva especificando a turma desejada.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Reapresentação do Programa Marcia Peltier Entrevista

Reveja a trajetória de sucesso do profissional que vem  lotando toda semana um espaço no bairro do Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro, falando sobre felicidade, perdas e frustrações. Chegou a ser a reportagem de capa da revista Veja Rio, ano passado. Mas o que leva as pessoas a buscarem respostas para suas questões emocionais neste mundo contemporâneo, tão veloz e conectado?
É o que você vai ver no programa Marcia Peltier Entrevista da próxima terça-feira, 21 de janeiro, que reprisa a conversa com o psicanalista, professor e escritor Manoel Thomaz Carneiro. Ele criou o grupo de estudos Pensar e lançou o livro “Pense Bem’’. O programa vai ao ar às 23 h pela Rede CNT canal 9 da TV aberta ou 22 da NET.

Foto: Verônica Pontes

sábado, 4 de janeiro de 2014

Uma das melhores entrevistas do ano de 2013 do Sem Censura

A entrevista do prof. Manoel Thomaz Carneiro foi eleita pela produção do programa Sem Censura como uma das melhores do ano de 2013 e foi reprisada como tal no dia 01 de janeiro de 2014. Sendo assim, dispomos o link do programa que foi realizado no dia 26 de junho para quem ainda não assistiu, bastando clicar no endereço abaixo:

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Boas Festas

De Paris desejo um Natal em que o presépio seja pessoal e traga o renascimento dos bons desejos e que 2014 seja o espaço para se realizar a expansão de si. Com gratidão a todos aqueles que passaram pela minha vida em 2013 e que contribuíram para eu considerar este um ano que valeu a pena ser vivido... Com um beijo a todos.
Manoel

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Link do Programa Alternativa Saúde


Para quem não assistiu, aqui está o link do Programa Alternativa Saúde do dia 03/12/13 com a participação do Prof. Manoel Thomaz Carneiro. Clique no endereço abaixo para abrir a página do programa.




domingo, 1 de dezembro de 2013

Participação no Programa Alternativa Saúde - GNT

O professor Manoel Thomaz Carneiro participará do programa Alternativa Saúde com Patrícya Travassos na próxima terça-feira, dia 03/12/2013, abordando sobre o luto da dor. O programa vai ao ar no canal GNT da TV paga às 22 h. Não percam!

 Alternativa Saúde (Bem Estar) Ep Alegria

Neste programa, vamos conhecer as histórias de duas pessoas que superaram grandes obstáculos na vida: a jornalista Luciana e o paratleta Yagonny. O especialista Manoel Thomaz Carneiro é psicanalista e fala sobre o luto da dor.

Horários alternativos:
QUA 12:00 h
QUA 16:30 h
SEX 18:00 h
DOM 06:00 h
TER 19:30 h

Viver no Direito ou no Avesso


Leiam a crônica do prof. Manoel Thomaz Carneiro escrita exclusivamente para o blog 40forever em:


http://www.40forever.com.br/viver-no-direito-ou-no-avesso-por-manoel-thomaz-carneiro/

domingo, 17 de novembro de 2013

Talk of the Town - Livro Pense Bem

C O N V I T E

O Talk of the Town convida para debate em inglês sobre o livro "Pense Bem - Ideias para Reinventar a Vida", do professor Manoel Thomaz Carneiro.
O debate será realizado por Alda Correa da Costa sem a presença do professor Manoel Thomaz Carneiro que estará em viagem.

Datas: quarta-feira, 4 de dezembro, às 14:30h ou quinta-feira, 12 de dezembro, às 16:30h
Local: Talk of the Town - Rua Visconde de Pirajá, 351 sala 1002 - Ed. Forum Ipanema.
Os debates são gratuitos, para pessoas com nível de inglês intermediário ou avançado.
Confirme sua presença na data desejada por telefone:
2227-4067/ 98879-7689 
ou email: contato@talkofthetown.com.br 
As vagas são limitadas.

domingo, 10 de novembro de 2013

Novembro Chegou? É Tempo de Acelerar.

Durante a semana o meu celular resolveu aos poucos começar a desistir de ser carregado, semelhante a uma depressão, se desmotivou a existir.
Só via com desespero o marcador da bateria diminuir pouco a pouco, pois atualmente só recebo chamadas nele. Quem deixasse uma mensagem iria pensar que o meu silêncio na resposta poderia ser um descaso.
Sendo assim no sábado fui ao Shopping Leblon tratar logo de substituí-lo.
Cheguei à loja, e a senha que peguei me trouxe uma boa surpresa, eu seria o segundo a ser atendido. Havia uma mulher com o número anterior ao meu, que me olhou e um pouco acelerada me perguntou: “Você nesta época do ano não fica mais atordoado?” e, sem esperar a minha resposta, continuou: “Eu fico doida quando o mês de dezembro se aproxima, perco qualquer senso de tranquilidade e começo a fazer mil coisas. Às vezes acho que o meu filho tem razão quando me diz que eu pareço mesmo é com um celular com muitas funções”. Assim ela concluiu a auto definição e eu pensei em silêncio no meu celular quase em coma, tão pouco dinâmico.
Sem mesmo saber quem eu era, me lançou a pergunta metafísica; “Será que tem a ver com a conjunção do céu de novembro com o de dezembro?”.
Respondi: Claudia Lisboa poderia nos responder como faz ao final de cada previsão do horóscopo: "É tempo de acalmar ou É tempo de acelerar".
Resolvi tomar a palavra e finalmente explicar para ela o que pensava a respeito através do enfoque psicológico, que afirma que ao final do ano nossa mente quase que de modo espontâneo nos impõe o movimento de busca em zerar pendências.
Começamos a partir desse instinto de balanço dos feitos e dos não feitos, a sentir uma ansiedade em relação às coisas que deixamos para depois: a pintura da varanda; a bainha de uma calça; o dentista; o exame clínico que nunca é realizado mesmo já tendo o pedido em mãos; a nova forração de uma cúpula; a lavagem dos tapetes; o arranhão na lateral do carro; a dieta; o início de uma atividade física; a visita a alguém; a conversa séria com a mulher; a conversa com a nora sobre indelicadezas recorrentes; a leitura de um livro que está na cabeceira; o término de um namoro; a renovação do visto americano e sem esquecer a renovação da carteira de motorista... Viu, são muitas coisas, não é?
Ela me olhou e me disse: “Nossa! Sou esta pessoa”.
Eu a respondi as gargalhadas: “Muito prazer, Senhora Desespero”.
Finalmente foi chamada. Tinha chegado o momento de ticar mais um item, ou quem sabe nada seria feito.
Comecei enquanto aguardava a minha vez, a pensar nas coisas que gostaria de resolver antes do final do ano. Ao final de um tempo ela levantou e me disse com um sorriso largo: “Consegui ticar mais um item da lista. A Senhora Desespero vai continuar! Boa sorte para você!”.
Rimos com a cumplicidade de sabermos que iríamos continuar em nossa humanidade apressada de fim de ano.
Lembrei enquanto eu já estava diante do eficaz atendente, sobre o que havia lido no Caderno Ela do jornal O Globo daquela manhã, onde um artista plástico dizia estar inaugurando uma exposição em homenagem “A Capacidade Feminina”. Declarou que achava que elas dão conta de tudo e que parecem ter vários braços. Pensei quando li – Realmente elas possuem vários braços, várias versões delas mesmas e muitas vezes, várias culpas que funcionam como baterias que as movem de uma atividade para outra, de um compromisso para outro, de novembros a dezembros. Ufa!
Pensei também nos homens que funcionam com várias pernas como se fossem IPHONES ou GALAXYS, multifuncionais, também muitas vezes movidos pela culpa.
Ao sair da loja com o celular substituído, resolvi dar uma volta e ao olhar para o alto vi que até o Papai Noel já chegava pelo céu do Shopping.
Com este trânsito atual no Rio de Janeiro, ele quem sabe se disse como no horóscopo de Cláudia Lisboa: É tempo de acelerar...
Vamos em frente com o trenó do Papai Noel...
Afinal, queremos entrar no próximo ano podendo de alguma forma dizer:
Ano Novo! Lista Nova!
Novembro chegou! Quem sabe possamos realmente dizer: É Tempo de Acelerar!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ideologias? Quero várias para viver


Outro dia quando me aproximei do Copacabana Palace, ouvi os gritos de jovens, que tentavam mobilizar o cantor canadense Justin Bieber a aparecer na sacada do hotel e quando finalmente ele surgiu fiquei até arrepiado com o imenso grau de euforia do público.
Fiquei tão tocado com a vibração que comecei a me investigar para saber o porquê deste meu envolvimento com algo que não passava pelas minhas preferências. De súbito voltei aos meus exatos cinco anos, quando sentado nos ombros do meu pai, diante da mesma sacada vi a atriz francesa Brigitte Bardot.
A memória do delírio de todos e dos fotógrafos permaneceu intacta em mim e a partir dali, herdei do meu pai o ídolo Bardot. Passei muitos e muitos anos guardando revistas e ainda guardo os livros que reúnem coletânea de fotos e os dois volumes da corajosa autobiografia, onde fala com verdade sobre a bipolaridade e o problema com o álcool que precipitou a perda do viço que nela fluía com tanta sensualidade.
Enquanto finalizava o percurso da corrida para entrar na minha rua praticamente ao lado do Copa, um surfista na bicicleta disse alto em minha direção: “Nossa que histeria, já não basta ver o show?”. Sorri sem dizer que eu estava naquela hora imerso em minha histeria de outrora, mais precisamente no ano de 1964.
Ali, naquele instante, me inspirei no tema desta crônica ao pensar que nos construímos através das referências que definem nossas preferências e, portanto nossas identificações. 
Nossas identidades se firmam através das introjeções que fazemos das ideias e dos comportamentos na maioria das vezes ocorridas de modo inconsciente. Herdamos a cultura de nossa época que se expressa através da nossa forma de falar, de vestir e de refletir a vida.
Ninguém fala do mesmo modo que no século 19 e nem tampouco reflete as situações com os mesmos padrões morais e psicológicos daquela época. 
Somos frutos das sementes contidas nas frutas ideológicas que ingerimos.
Como afirma o psicanalista Jorge Forbes “Nascemos desbussolados”, e somos norteados ao longo da vida através da assimilação vertical que realizamos sobre aqueles que consideramos superiores ou que elegemos como referência em algo.
“O sujeito humano se constitui por meio de outros sujeitos humanos”: esta é uma noção fundamental para a qual Freud atraiu a atenção. A respeito disso a psicanalista Elisa Cintra afirma que esse processo se realiza “Não apenas no momento do surgimento, mas ao longo de toda a vida a pessoa se constrói e se reconstrói, ou se destrói e se fragmenta, a partir das inúmeras influências que recebe dos outros, que vão sendo metabolizadas e assimiladas ou que, por outro lado, podem constituir um eu”.
As comunidades tribais, ancestrais em milênios a esta ideia freudiana, intuitivamente já elegiam os totens que se tornavam as referências quantos aos modos de ser e de pensar e que, portanto deveriam ser assimilados para a formação identitária do eu individual. Nas mitologias grega encontramos as narrativas épicas que eram formas indutoras de reflexão aos modos de se constituir como pessoa para a trajetória existencial...
Pensamos no “Si Mesmo” através das narrativas... A pergunta tão comum quando somos pequenos “O que você vai ser quando crescer?” já reflete esta indução para se olhar um Outro posicionado numa hierarquia superior para ser percebido como uma referência para a construção do Ser do futuro.
Fui assistir o musical biográfico “Cazuza - Pro dia nascer feliz.”, dirigido por João Fonseca, do mesmo de Tim Maia, que é emocionante.
Tive muitas identificações em relação ao meu modo de ser no que tange a vontade de criar e expressar palavras para se pensar e denunciar as inglórias da vida não refletida...
Tem uma música do Cazuza que fez muito sucesso, intitulada Ideologia em que diz “Meus inimigos estão no poder... Ideologia... Eu quero uma para viver...”. 
De fato o mundo perdeu as grandes verticalidades de ideias, os ídolos são efêmeros na existência, os pensamentos se esparramaram nos excessos. Tudo no muito se enfraqueceu e as pessoas estão perdidas sem grandes narrativas para se balizarem nas autodefinições. 
Para se definir como identidade precisa se saber mais e se projetar com bussolas precisas. Se o mundo está diluído e enfraquecido nas ideologias, uma pessoa pode fazer uma contracorrente e começar a prestar atenção nas premissas adotadas, nas referências eleitas. Há que se tornar mais responsável em observar a qualidade do que elege como positivo e formador de si.
Sócrates, o filosofo grego, às vezes andava pelas ruas de Atenas onde havia o comércio e os vendedores chegavam à porta e perguntavam-no: “O senhor deseja alguma coisa?” e ele os respondia: “ Não, estou apenas observando quanta coisa existe de que eu não preciso para ser feliz”. Esta passagem ritualística da vida dele foi chamada de Passeio Socrático.
Esse passeio filosófico também deve ser realizado para avaliar quais premissas foram oferecidas e quais delas você as adotou, às vezes sem mesmo perceber este movimento, mas que estão sendo negativas na sua formação de habilidades para você viver bem.
Enquanto estamos vivos a nossa presença no mundo é fundamental e conforme afirma o filósofo algeriano que viveu grande parte da vida em Paris, Albert Camus, “Temos que aproveitar o mundo de maneira que sejamos felizes”. 
Para vivermos esta filosofia de Camus, temos que construir alicerces de pensamentos que nos formem e forneçam aptidões e habilidades para se viver com boas destinações o destino que se apresenta.
Tenho uma cartografia psicológica que constitui o meu modo de ser e portanto é essência das minhas reflexões para que eu sob o efeito delas “EXISTA”, pois mais do que sobreviver o meu enfoque é a condição de existir bem enquanto permanência.
Para eu hoje em dia gritar como fã diante da sacada do Copacabana Palace, teria que estar nela alguns pensadores, alguns atores, algumas pessoas que de um modo significante souberam se conduzir ou souberam pensar a existência e que deixaram para nós um legado de pensamentos que me fornecem “Uma Ideologia Para Eu Viver”. Dentre tantos me faço fã de:
- Nietzsche em “Quem luta com monstros deve velar por que, ao fazê-lo, não se transforme também em monstro. E se tu olhares durante muito tempo para um abismo, o abismo, olha para dentro de ti”. 
- Freud com a norteadora ideia que temos que desenvolver a capacidade de se sustentar em nossas opções.
- Lacan ao sinalizar que a transformação sempre ocorre quando assimilamos as ideias de um Sujeito Suposto Saber e através desse processo psíquico nos perfazemos no Saber Sabido, Sabedor em Ser.
Seria também fã da sacada do Copa de:
- Clarice Lispector em “Ao acordar vou correndo limpar a poeira da palavra amor.”.
- De minha mãe Virginia com afirmação que “Todo dia é dia de começar e Recomeçar – Nunca é cedo! Nunca é tarde para se estabelecer o pacto com a renovação.”.
- De meu pai Paulo com a orientação: “Meu filho, o mundo é um enorme varejo de tudo. Busque pesquisar a felicidade em todas as formas”.
- Da ideia de que não devemos estar em dois lugares ao mesmo tempo. Ser dividido é ser fracionado e, portanto enfraquecido.
- Também aplaudiria a ideia que devemos perdoar o destino para que possamos caminhar livres do peso dos ressentimentos e com isso possamos nos adentrar nos futuros com a alma sem excesso de peso.
Se Cazuza também surgisse no balcão eu também aplaudiria, como aplaudi muito o ator Emílio Dantas que o personifica de modo impressionante no musical... Pois precisamos de Ideologias para se Viver Bem...
Afinal, você ampara os seus sentimentos em quais ideologias?
Cuidado, algumas são assassinas e destroem.
Seja dono de seus atos, seja dono de si e tenha propriedades sobre os conteúdos dos pensamentos que norteiam suas respostas às situações.
Seja um Bom Bussolado.
Como disse Sartre. “Não importa o que os outros fazem da gente. Mas o que a gente faz do que os outros fazem da gente”.
Ideias boas nos fortalecem nos fazem protegidos contra as roeduras...
Perfazem psiquismos sólidos como madeiras que cupim não rói.
Ouça, no link abaixo, a marchinha que recebi de uma amiga e postei para fechar esta crônica. Certamente ela fez parte dos bailes de carnaval do Copa...

http://www.youtube.com/v/65xO2KtsbWQ?version=3&autohide=1&attribution_tag=YQDaEI3vPCBNUv_cs7p-qw&autoplay=1&autohide=1&showinfo=1&feature=share

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Criar com Potência

Na minha corrida habitual, outro dia já na metade do percurso, subitamente ao desfocar meus olhos das reflexões que realizo quando a endorfina me faz estar em contato com o meu mundo subjetivo, vejo vir na direção contrária a minha um rapaz que há muito não o via. Foi um susto, pois há certo tempo ele de um jovem e saudável corredor havia se transformado num mendigo.
Acompanhei em tempos intercalados com tristeza e incompreensão a gradual decadência desse rapaz. A última vez que o tinha visto estava cercado de papelão na calçada da rua Barata Ribeiro, com calças rasgadas, pés imundos e um olhar amarelado, mas apesar de tudo ainda conservava a aura de alguém que não nascera naquelas condições.
Que alegria senti ao vê-lo saudável com uma roupa de corrida impecável resgatado de não sei qual pesadelo. 
Após essa visão de esperança nos resgates da vida, de imediato, lembrei-me que havia citado na minha aula o conceito Aristotélico de Ato e Potência.
Segundo Aristóteles, pensador grego que viveu em torno do séc. VI antes da era cristã, as coisas podem estar em Ato ou Potência. 
Ato representa aquilo que existe e a Potência o vir a ser de cada coisa. Como exemplo de Ato ele recorre a reflexão sobre a semente de uma árvore que contém o vir a ser e que se desenvolve através do movimento de extração da seiva necessária à realização do brotar e, portanto através desse processo faz surgir aquela vida que parecia inexistente.
A natureza não duvida de si mesma, não sofre das inseguranças e das terríveis desesperanças que o ser humano pode carregar, por isso ela sob o constante efeito dessa inabalável força sempre faz emergir as radiantes primaveras...
Quando encontramos algo quebrado, esta condição do objeto representa a realidade tal como está. Semelhante a quando se quebra um aspecto da realidade de uma pessoa... Mas que só permanece aprisionada na condição comprometida se nenhuma atitude de reformulação for despertada. 
O potencial de modificação se encontra resistente e potente no interior da realidade degradada, como uma semente residente numa fruta passada. Esta semente salta ao futuro se a pessoa se responsabilizar em submeter a realidade deficitária ao movimento de restauração... 
Em recente entrevista ao jornal O Globo o neurologista Leonard Mlodinow afirmou que a ciência vem mostrando que aquele que se depara e se enraíza na visão depreciada de sua realidade sem qualquer crença de continuidade possível irá se configurar no rol dos deprimidos e que o cérebro irá demonstrar isso. E, afirma “Porque a vida é dura e, mesmo assim, seguimos em frente. Temos que acreditar nos nossos talentos, nas nossas capacidades para ultrapassar todos os obstáculos que irão surgir inevitavelmente.”.
Quando olhamos um carro amassado por um acidente, a ruína pode ser transformada pela potência da decisão e do movimento de reconstrução. Acidentes de percurso amassam nossos sonhos, ou nossas relações afetivas, ou mesmo nossa saúde. Olhar para estas condições é olhar o Ato Aristotélico de constatar uma realidade comprometida. Será a abertura para a percepção de que pode ter-se uma nova realidade construída a partir da atual é que fará despertar a força em uso... A partir dessa alavanca de percepção e decisão que tudo na vida humana pode ser transformado.
Há um filme da década de 90 que se chamou O Pescador de Ilusões – The Fisher King – que discorre sobre a redenção de dois homens.
Na história o ator Robin Williams interpreta Parry um ex-professor de história medieval que vive em um mundo da própria imaginação a fim de isolar-se de uma tragédia do passado.
Quantas vezes percebo pessoas que se tornam um pouco sideradas para fugirem de um aspecto da realidade que não aceitam e que por isso se esmagaram na pedra pela falta de potência em se perspectivar com transformação para o futuro.
Há também no filme o ator Jeff Bridges que interpreta Jack Luca que é um homem que sempre conseguiu olhar a vida apenas a partir do topo do sucesso, mas a arrogância como um radialista conhecido desencadeia um incidente que o leva a uma queda vertiginosa na carreira. A partir daí sem dinheiro e sem perspectivas se vê arrancado do seu sentimento ilusório de imunidade diante das tragédias.
Quantos pensam que o poder os exclui das perdas, das dores e dos fracassos afetivos. Quantos se tornam displicentes com o que fazem se calcando numa ilusão de imunidade permanente...
Quantos Jack´s se destroem pela displicência em tomar conta e preservar a lucidez quanto à efemeridade das realidades...
O encontro de um com o outro pelas ruas e a amizade que constroem tecem uma mistura de humanização e cada um começa a absorver do outro o que falta em si para os recomeços. Jack encontra a ternura e a sensibilidade de Parry e este a resistência de Jack...
Esse filme nos fala sobre a construção de identidades novas através dos encontros de reciprocidade, de amizade e cumplicidade.
Também sobre o tema recomeços vi recentemente o filme Os Belos Dias, uma produção francesa de 2013.
A trama se desenvolve sob a história de Caroline, interpretada por Fanny Ardant, que quando se aposenta não sabe como se perspectivar diante da nova realidade. Depara-se com o “não-ser” que significa estar destituída da habilidade de se sustentar numa realidade.
Quantas vezes uma pessoa se sente distanciada das visões de continuidade...
Quantas vezes uma pessoa na vida acha que a saída inexiste...
Caroline no esvaziamento de uma fase começa a percorrer caminhos e descaminhos até recuperar a percepção do que era essencial a ela e com isso resgatar a possibilidade de desenvolver com calma a capacidade de se sustentar nas escolhas realizadas.
Há sempre uma semente de recomeço em cada realidade.
A vida em ruína é como um apartamento que você visita para comprar... Há que se olhar o potencial do possível.
A Casa Cor reflete bem através das exibições dos ambientes estruturados em tempos recordes, como o projeto do arquiteto Maurício Nóbrega, deste ano, de uma cobertura construída em 30 dias, que há possibilidades de construções do belo e do confortável sobre o esqueleto arquitetônico, quando é lógico se assume sem trégua a intenção de potencializar mudanças...
O Filme francês Os Belos Dias tem como título original O Pacto que retrata perfeitamente o teor daquela história de recomeços... Pois nos apresenta que qualquer acordo com as mudanças se realiza através de um pacto que se estabelece consigo... O pacto do bom futuro...
O pacto de criar os conteúdos do futuro através do Devir a Ser...
O rapaz corredor de algum modo estabeleceu um pacto de se reconstruir para os Belos Dias.
Se foi dada uma oportunidade, ele com certeza a pegou com mãos aristotélicas e se apropriou desse modo do contato com a potência... Saiu da miséria das mentes que são destituídas das riquezas fundamentais. Ao invés de ser pedinte se tornou fornecedor da imagem dos bons possíveis.
Resgatou, se reergueu e voltou ao mundo da potência dizendo a mim e a todos que desejam ouvir que existe sim uma Existência sempre em nós a espera de ser realizada...
Qual ambiente você precisa redecorar na sua existência?
Recorra à mão Aristotélica e a realize.
Mãos a Obra! Crie o seu mundo com potência.
Como escreveu Drummond numa crônica chamada Música no Táxi: Ninguém precisa ser grande em nada, uma vez que cultive alguma coisa bonita na vida.
Para mim, uma coisa bonita a ser cultivada?
Entre tantas, ponho no topo das minhas prioridades: 
Procurar Saber Existir com Sensibilidade e Potência.
E, você?

domingo, 13 de outubro de 2013

O Mundo: Exposição Existencial

Outro dia um amigo me enviou uma crônica do Nelson Motta, e o respondi através de uns comentários a respeito. Recebi como retorno este dizer: “O engraçado é que quando recebo comentários cada um responde de uma forma pessoal. Todos querem dizer alguma coisa, mas a forma como comentam está sempre ligada a sua área de atuação. Deu para entender?”.
Além de compreender o sentimento que ele teve a respeito, me levou a pensar que a minha resposta de fato estava sob a ótica psicanalítica.
Pensei também que através da psicanálise podemos pensar todas as formas de narrativas.
Pode-se através dela refletir a política, as formas de governo, a necessidade de líderes, pode-se refletir os filmes, os quadros, as obras contidas numa exposição, as letras de música... Pode-se olhar o mundo com compreensão. 
O pensar psicanalítico me forneceu grandes percepções e trouxe um continuo ineditismo diferenciado sobre o que vivo, o que sinto, sobre o que fazem ou o que se faz. Ampliou minhas perspectivas e definiu minhas grandes mudanças de destinações.
Foi com esse olhar que fui ver a exposição no CCBB-Rio Yayoi Kusama-Obsessão Infinita.
Kusama é considerada uma das maiores artistas pop japonesas. A princesa das bolinhas como é chamada, transpõe para telas, roupas, esculturas e até para corpos nus as formas e as cores psicodélicas que enxerga nas alucinações que ela é acometida.
Kusama sofre de alucinações desde a infância. Nasceu em Matsumoto no Japão em uma família de classe média tradicional e segundo ela, bastante repressora. Desde cedo os transtornos mentais dela se traduziam em arte, mas a mãe destruía os desenhos da filha...
Na entrevista concedida para esta exposição no Brasil, hoje aos 84 anos afirmou: “Por sorte quando eu era muito jovem fui a um psiquiatra que entendia de arte. Desde então eu luto contra a minha doença, embora no meu caso, a cura estivesse em criar a arte baseada na minha doença. Desenvolver minha criatividade foi a minha cura.”
A criação de Kusama a ajudou a canalizar as ideias e manter-se viva. Ela chegou a Nova York em 1957 e lá entrou em contato com artistas como Andy Warhol. Hoje vive o auge da fama internacional e figura como a terceira mulher que mais ganhou dinheiro com o trabalho artístico.
O que seria dela se os desenhos deixassem de ser estimulados e fossem destruídos como a mãe o fazia?
A expressão pela arte ajudou-a...
Diante das dores inexoráveis da vida, ela nos ensina que nos mantemos viáveis através da criação. Criar é uma forma de segurar a pulsão de vida, de exercer a permanência na existência. A arte limitou a loucura que para ela é infinita, mas a segurou e a propiciou em manter-se numa direção e num propósito. 
O que nos segura na existência apesar por vezes das dores, dos destinos delirantes do real? A criação.
O nada a fazer, faz o nada. Concebe o Nada Ser.
Essa ideia sempre fundamentou minha narrativa interior diante dos meus momentos e ela fundamenta a minha fala profissional.
Precisamos obrar com as mãos, pois quem põe criatividade nelas põe sob controle a si mesmo...
Sentir controle sobre tudo é impossível, mas sobre si é absolutamente aconselhável e, portanto razoável.
A arte de Yayoi Kusama ganha os olhos de compreensão. Um significante que fala para quem souber ver sobre a mensagem do significado da sobrevivência apesar das limitações que recai sobre cada um de nós.
Na crônica para o jornal O Globo da edição de 12 de outubro, Paulo Nogueira Batista Jr escreveu: “O que é ser artista? É sentir como conteúdo o que os não artistas chamam de “forma”... E Paulo prossegue: “Nietzsche deixou também uma das mais belas declarações de amor à musica, que pode ser estendida as artes em geral: “ Sem a música, a vida seria um erro, um exílio, um cansaço.”...para muitos de nós, inclusive não artistas a arte é realmente uma necessidade vital. E, representa no fundo como disse Fernando Pessoa, uma confissão de que a vida não basta... Mais do que isto, a arte pode ser uma verdadeira comoção na vida, e conclui... Ela tem o poder de conferir aura e colorido...”
Como afirmou José Castello todos lutamos contra um excesso de mundo que nos sacode.
Cabe a cada um criar uma narrativa pessoal para se orientar no percurso da vida, no cotidiano dela, em cada ontem para o amanhã e como afirmou Stefan Zweig: “Para ir atravessando esse impenetrável hoje.”.
Para qualquer continuidade há que se depositar confiança na ideia que vencer esta longe de apagar, ou erradicar as sensações de agitações internas que cada um carrega, mas é catalisar essa força interna na forma de signos do fazer algo com imersão e profundidade. 
Muitos fazem coisas, mas sem foco, sem entrega e sem vínculo e mesmo sem atribuírem sentido existencial ao que fazem.
Fazem sofrendo ao invés de fazerem crescendo.
Fazer sabendo o porquê, o para que... Fazer para dar prosseguimento. Fazer com lucidez da razão... Fazer com atribuição de esperança.
Na ópera Turandot de Puccini, há um enigma que diz: “Quem é o fantasma que nasce à noite e morre ao amanhecer?”- Este enigma proposto pela princesa Turandot servia para afastar pretendentes, já que ela repudiava a ideia do casar. Um príncipe desconhecido acertou: “O fantasma é a esperança.”.
Nessa ópera a esperança era um fantasma que não sobrevivia a luz da razão e, portanto perdia potência.
Para mim todos aqueles que ultrapassam barreiras funcionam como Alentadores da Existência, que mesmo diante das crueldades, injustiças e sustos do destino preservam a esperança sob a luz da pulsão de vida, sob os abandonos das desistências. 
A idolatria ao sofrimento rouba a dignidade, empobrece a arte existencial.
Cada um fala sobre o viver sob uma ótica pessoal ou como o meu amigo me escreveu, sob o campo próprio de atuação...
Nietzsche pensava a existência e deixou o legado para que pensássemos a nossa, Freud nos narrou a vida do inconsciente e nos orientou a se sustentar nas opções do viver, Yayoi vive através das formas artísticas de seus delírios e nos fala da arte de viver, os compositores letram sentimentos e melodias, os médicos obram saúde, os engenheiros desenham formas para se viver, o ator encarna vidas sobre vidas, os chefes de cozinha fazem a arte de criar sabores para sensualizar a vida, os voluntários humanistas dedicam a existência para viabilizar o viver da humanidade, os pais responsáveis obram através dos filhos o amanhã possível e eu falo o que sei e de como sinto os modos da vida...
E, você?
O mundo se mantém mais interessante quando as pessoas obram com interesse.
O mundo é um contínuo vernissage de nossas expressões...
O que você expõe em sua galeria existencial?

Imagens:
Catálogo Mary Design,
obras de Yayoi Kusama e cena de Turandot.